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26/08 - 09:30hs

Val Marchiori: "Pode faltar amigo, marido, menos maquiador", diz a repórter de Amaury Jr.

Carla Manso, iG São Paulo

Desde junho, Val Marchiori é responsável por mostrar paraísos e extravagâncias do consumo de luxo no “Programa Amaury Jr.”, da RedeTV!. O convite para participar da atração partiu do próprio Amaury Jr., em uma festa em sua casa. “Ele chegou aqui, me viu com um vestido branco Versace de que um único exemplar veio para o Brasil, e disse: ‘Nossa, você é a personagem que eu quero!'”, conta ela, em entrevista exclusiva ao iG/Babado.

 

Assista ao vídeo e conheça o lado divertido de Val Marchiori:

 

A empresária e ex-modelo, mãe dos gêmeos Eike e Victor, de cinco anos, abriu as portas de seu luxuoso apartamento na região dos Jardins, em São Paulo (o mesmo em que recebeu o convite de Amaury), mostrou seu primeiro vestido Versace, ofereceu champanhe e propôs um brinde a toda a equipe do Babado.

 

Uma estreia cinco estrelas

 

Em sua estreia, Val esteve na suíte mais cara da América Latina, no hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. “Essa foi minha abertura no programa do Amaury e meu primeiro trabalho para a TV. Nunca tinha feito nada assim”, comentou.

 

Desde lá, sua colaboração tem sido apresentar pequenos e grandes luxos para o espectador: os vestidos mais especiais de Giorgio Armani, Versace, Dolce & Gabbana e Lanvin, os jatos mais caros do mundo, sapatos e casacos super exclusivos, joias de grifes como Cartier, Bvlgari,Tiffanys e H. Stern. Elementos com os quais ela  convive diariamente, sem que nada disso suba à sua cabeça: ela é despachada, divertida, contra qualquer tipo de estrelice. "Hellooooou!", brinca ela, usando o bordão que já virou marca registrada. E aconselha aos artistas que exageram no chilique: "Menos!" A única coisa que sobe à cabeça de Val é o champanhe, de que ela não abre mão. "É meu fraco. Falo que malho só para ter licença de tomar a minha tacinha." 

 

Uma das suas próximas matérias vai levá-la até Dubai, nos Emirados Árabes, onde vai conhecer um novo hotel. “Ele tem sete estrelas, temos de tomar um submarino pra ir jantar. A champanhe custa U$ 3 mil, estou louca pra saber que champanhe é essa!"  

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Com um vestido Pucci, Val Marchiori conta: "Hoje em dia a gente tem que saber lidar com tudo e com todos"

 

iG/Babado: Como você se tornou repórter do programa “Amaury Jr.”?

Val Marchiori: Fiquei muito tempo sem trabalhar, só com a família. Dei um "time", estava grávida de gêmeos, com o marido no interior... (O marido dela é fazendeiro, conhecido como "o rei do frango"). Comprei este apartamento quando estava em obras e falei: "Quando ficar pronto, vou dar uma big festa". Ficou pronto no meu aniversário, no ano passado. Tinha acabado de ser apresentada para o Amaury por uma amiga comum, a Rosi Verdi, que mora aqui no prédio, e o convidei para a festa. Ele chegou e me disse: "Quero repaginar o programa e preciso de uma colaboradora. Não pode ser modelo, mas também não quero uma senhora. Quero uma mulher da sociedade, jovem e bonita -- assim como você!"

 

Neste vídeo, Val se prepara para ir a uma festa. Assista!

 

Em que ramo trabalhava antes da TV?

Tive duas concessionárias Kia no Paraná, em Londrina e Maringá, em 2000/2001. Abrimos quando a Kia ainda estava começando. Hoje ela já está muito bem, mas naquela época ainda eram carros pouco valorizados. E fundei a transportadora Valmar, com o meu irmão, em 1997. "Val" de Valdirene e "mar" de Marcos. Transportava para Chile, Argentina e Uruguai produtos Sadia, Seara, Friboi.

 

Você não tem medo da inveja?

Meu marido me perguntou se não tinha receio de ser chamada de perua. Eu não. O que mostro é bacana, é bonito, e todo mundo gosta do que é bonito. Pobre gosta de ver coisas bonitas, rico gosta de novidade. Hoje em dia, quando você liga a TV, vê sangue, quem matou quem, quem deixou de matar. É terrível. Eu estou descobrindo pessoas que me curtem. O meu jardineiro lá do Paraná disse: "Dona Val, vi você no avião!". Até o jardineiro assiste Amaury Jr.!

 

Mas não se sente invejada nunca?

Algumas pessoas são um pouco mais invejosas, mas isso não me atinge. Hoje em dia a gente tem que saber lidar com tudo e com todos.

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Os sapatos Louboutin que Val usou durante a entrevista

 

Como é o seu dia-a-dia?

Eu acordo às 8h30, tomo café, vou malhar. Tem que malhar, não tem jeito. Vou para a academia das 10h às 11h e faço a manutenção do corpo com alguns tratamentos. Vou ao consultório da doutora Cris Coelho [nutróloga que atende modelos como Ana Claudia Michels e Elisa Joenck]. Levo meus filhos na escola e à tarde saio com uma amiga, vejo uma revista, vou a alguma loja ou evento. Dou muita opinião nas matérias que vamos gravar. Até agora, só uma matéria não fui eu que sugeri. Eu vou atrás.

 

Você ajuda na produção?

Às vezes eles [produtores do programa] não têm o acesso que a gente tem, eu tenho a visão de consumidora. Por exemplo, vamos gravar uma matéria sobre barcos. Eles pensam em como a produção vai chegar até lá e eu falo pra eles não se preocuparem, porque vai todo mundo no meu avião. Eu acabo facilitando, né? 

 

 

 

 

É verdade que você comprou um avião enquanto gravava entre os mais caros jatos do mundo?

Já temos um avião. Gostei do que conheci na matéria e estamos negociando uma troca. A autonomia é maior, você pode ir para Paris ou Los Angeles sem escala. O nosso tem que fazer escala.

 

Qual será sua próxima viagem?

Devo ir a Nova York, mas é a trabalho. Queremos fazer uma matéria lá. 

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Val veste suas primeiras peças Versace, um vestido e um par de sapatos, adquiridos em 1997

 

Você é cliente da Versace há 13 anos. Ainda lembra da primeira roupa da grife que comprou?

Foi um vestido vinho, que tenho até hoje, além do sapato e da bolsa. Comprei para o meu aniversário de 17 ou 18 anos, assim que abriu a Versace aqui em São Paulo. Fiz minha festa lá em Arapongas (PR). Nessa primeira compra conheci a Meg e a Dona Janete, que me atendem até hoje.
 

[Em entrevista ao iG/Babado, a vendedora Meg contou que ela realmente é uma de suas primeiras clientes. “Ela fica bem com os vestidos Versace pela postura e entendimento que tem do corte, do tecido nobre. Isso faz com que o caimento seja impecável. Ela é uma pessoa exigente e gosta do que fica bonito e cai bem”, disse Meg]

 

O que a torna cliente da grife há tantos anos?

Eu adoro, porque as roupas têm o poder de deixar a mulher superfeminina, sensual. Admiro desde a época em que eu desfilava. Para mim, vestido tem que ter design, tecido e sensualidade. E que durem! 

 

Quais outras grifes costuma vestir?

Para o dia a dia, Dolce & Gabbana. Se quero estar um pouco mais arrumada, Armani. Prefiro as bolsas Chanel. Adoro sapatos Louboutin, Fred Rossi, Versace e Dior. Uso de tudo um pouco, mas as que uso mais para festas e eventos são Versace, Cavalli e Dior.

  

Costuma fazer mais compras aqui ou lá fora?

Compro mais por aqui. Mesmo se eu sei que vou para Nova York daqui a 15 dias, não deixo de comprar o que encontro por aqui. 

 

Você já morou fora?

Morei na Itália quando modelei, dos 16 aos 19 anos. Naquela época ainda não tinha Gisele [Bündchen], não tinha o glamour das modelos brasileiras. Este mercado estava começando a abrir ainda, aí fiz alguns trabalhos lá. Estou aqui há 12 anos.

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Vestida com mais um de seus Versace, Val diz: "O mundo não ia aguentar outra Valdirene. Hello! Eu sou terrível"

 

Qual é a posição do seu marido diante do seu trabalho como repórter da RedeTV!?

O marido mora no interior e não gosta de aparecer. Hoje ele me apoia, mas antes, como qualquer marido, morria de ciúme. Agora ele está curtindo, e fala que, se eu gosto e me dá prazer, tenho que fazer. Eu sempre trabalhei.

 

Você é desinibida e destemida. Qual dos seus filhos é o mais parecido com você?

O Eikinho se parece mais comigo e o Victor se parece mais com o pai. O Eike conversa com todo mundo, vai no colo de todo mundo, não tem preconceito. O Victor é receoso. Para o Eike, pode ser branco, pode ser negro, pode ser japonês, ele vai com todo mundo. No relatório da escola ele foi chamado de "par perfeito". As meninas e os amigos querem ele por perto. E mãe é tudo igual, né? Falou em filho, se derrete. Eu queria ter uma menina, mas o mundo não ia aguentar outra Valdirene. Hello! Eu sou terrível. Filha minha ia vestir Versace dos pés à cabeça. Deixa quieto. 

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Val entre os filhos Eike e Victor Ulinski, de cinco anos

 

[Neste momento, Val apresenta Eike e Victor para a equipe do iG/Babado. Quando eles retornam ao quarto, prosseguimos com a entrevista]

 

Eles parecem calmos...

Eles são bem tranquilos. Tive sorte. Desde os dois meses de vida eles viajam comigo no bebê conforto. Ficam horas no restaurante esperando, brincam e não dão trabalho. Falo que sou abençoada, graças a Deus. Eles são superbem-educados. E eu ensino também. Odeio criança mal-educada. E eles já têm namorada. Vou buscar na escola e eles saem com uma menina de cada lado. Pergunto: "O que é isso?" e o Eike responde: "Uai, mamãe! Tenho duas mãos!" São terríveis. Vão dar trabalho. Vou fazer vasectomia neles rápido. Assim que for possível (risos). Ai, Deus perdoe... Ah, eles são viciados em videogame. O Eike está com um dodói na testinha. Levou sete pontos jogando futebol.

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Val no cantinho do apartamento que a faz lembrar de Paris

 

Como mantém a forma?

Engordei 40 quilos na minha gravidez. Fui para 100 quilos. Para perder, fechei a boca. Tomei suco de melancia por dois meses e comia um ovo por dia. Eu fiz uma aposta com meu marido, a gente apostou uma Porsche. Ele me deu três meses para emagrecer, eu falei que conseguia em dois. Quando dava fraqueza, eu dormia. Foi força de vontade e eu dormia muito. Fiquei mais magra do que estou agora. Estou achando que tenho que emagrecer.

 

Tem algum truque além da dieta do suco e do ovo?

Deixa eu te contar um segredo: eu tomo café da manhã caprichado, almoço bem e à noite, faço como minha avó. Ela tem 78 anos e é linda. Sabe o que ela faz? Depois das 19h, só toma água. Não come à noite. Se você tá na festa, é claro que dá uma beliscadinha. Mas em casa a gente não janta. Eu almoço bem, porque eu malho, dá muita fome. E à noite, líquido. Não tem segredo, é passar fome. E à noite não adianta, vem tudo no quadril. Eu falo que vou dormir com fome e amanhecer magrinha. E quando vou gravar, como supermal, porque dois quilos fazem diferença. Eu vejo pelos meus braços. De TPM, fico toda inchada.

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Val: "A produção tem que ser um todo. Eu estou sempre maquiada"

 

E dá para passar sem champanhe?

O champanhe é meu fraco. Não tenho nenhum vício. Não fumo, bebo muito pouco, mas eu morei na Itália, namorei um italiano por muitos anos. Era champanhe no café da manhã no lugar do suco. Fiquei mal acostumada (risos).

 

Já se rendeu às cirurgias plásticas?

Já. Depois que amamentei as crianças, coloquei 250 ml de silicone de cada lado. Eu quis que ficasse natural. Não queria um silicone notável. E fiz quadril também.

 

Quais os cuidados com os cabelos?

Meu cabelo é muito fino, então a cada dois dias faço hidratação. Faço máscara, passo o creme Voile Nuit, da Kérastase, antes de dormir. É isso, manutenção, porque retoque de raiz e tintura estragam o cabelo. Todo mundo fala para hidratar uma vez por semana, mas eu hidrato a cada dois dias. Adoro me arrumar. Pode faltar amigo, marido, menos maquiador. Acordo e ligo para o Duda: "Vem fazer um look básico?" Eu dou uma voltinha na Oscar Freire e já fico feliz. Algumas mulheres ficam preocupadas em comprar roupa e sapato e saem com os cabelos que Deus me perdoe, sem um make no rosto. De que adianta comprar roupa e não cuidar da imagem? A pessoa está deprimida e vai lá comprar uma roupa? Não! Vai se cuidar! A produção tem que ser um todo. Eu estou sempre maquiada.

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Val: "Detesto pessoa deprimida. A vida é tão boa!"

 

Como descreve a sua personalidade?

Sou muito descontraída, sincera, falo demais até (risos). E sou muito amiga, família e alegre. Tenho amigos que ligam me chamando. Eu pergunto por que não chamam outra pessoa e eles falam que me querem. Hello! Vou começar a cobrar pela minha companhia (risos). Tenho bom astral! Detesto pessoa deprimida. Problema todo mundo tem, mas não tem que ficar colocando pra fora. A vida é tão boa! Tenho filhos lindos, sou saudável, vou ficar procurando problema onde não tem? Sou sempre otimista.

 

O que mais podemos esperar da Val Marchiori como repórter? Você já se mostrou por completo na telinha?

Nossa, estou começando. Eu nunca fiz TV, nunca fiz jornalismo. E o Amaury disse que não quer que eu faça fono [aula de voz] ou curso de interpretação. Ele me quer como eu sou, do meu jeito. Ele disse que tem fila de gente querendo ser repórter e que me chamou por causa do meu jeito. Mas a cada programa a gente vai melhorando, porque tem técnicas, né? O fotógrafo e o cameraman ajudam. Tenho muito pra aprender. Nem comecei ainda.

 

Luciano Trevisan/Fotomídia

Val com o anel da Ego Joias, uma das patrocinadoras de seu quadro no "Amaury Jr."

 

Rapidinhas

 

Viver é...

Procurar estar sempre feliz, de bem com você mesma.

 

Ter sucesso é...

Hello! Acreditar nos seus sonhos e ir atrás. Minha vida já está ótima. O sucesso vem naturalmente com o seu trabalho, sendo você mesma. Não tenho do que reclamar. Eu quero muita coisa, mas sou muito feliz com o que eu tenho. Se a vida parar aqui, já estou no lucro. Tenho filhos, que era o que eu queria muito.

 

Sonho de consumo...

Ai, sempre tem (suspira e ri). Queria comprar um apartamento em Paris e ficar lá um tempinho. Paris cheira a amor. Tem que ir muito bem acompanhado. Só uma passeadinha básica por lá já dá uma felicidade interior.

 

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Luciano Trevisan/Fotomídia

Val Marchiori

Val Marchiori com sua inseparável tacinha de champanhe: "Hello!"

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