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13/05 - 08:11hs

Cantor gospel, Wellington Camargo, irmão de Zezé e Luciano, reconhece: "O sobrenome ajudou, mas não seria nada se meu trabalho não fosse sério"

Marília Neves, iG São Paulo

Wellington Camargo é um dos “filhos de Francisco”, irmão dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano. Cadeirante, ficou conhecido em todo o Brasil por conta de um acontecimento traumático: em 1998 foi seqüestrado, e teve uma parte da orelha cortada covardemente. A violência, no entanto, não foi suficiente para fazê-lo esmorecer. Wellington se lançou como cantor de música gospel há 11 anos, já foi deputado estadual em Goiás, secretário de governo e atua na luta pelos direitos dos deficientes físicos.

 

O iG realiza um bate-papo com Wellington às 16h30 desta quinta-feira (13). Participe!

 

Nesta semana, o músico chegou a São Paulo para cumprir agenda de divulgação de seu trabalho, e é na cidade que vai celebrar, no próximo dia 30 de maio, o casamento de sua irmã caçula, Luciele Di Camargo, grávida de seis meses do jogador Denílson. “Vem aí mais um neto de Francisco”, brinca.

 

Acostumado a lutar diariamente contra as dificuldades vividas por um deficiente físico, Wellington comemora a decisão do autor Manoel Carlos, que colocou em pauta o universo dos cadeirantes na novela global “Viver a Vida”, que acaba esta semana.  “Achei uma ótima ideia, já era hora de mostrar um pouco da realidade de um cadeirante, de um deficiente físico, mostrar que um portador de necessidades especiais não tem que ser visto como um coitadinho, que nós somos capazes de sonhar e realizar”, afirma ele. 

 

- Divulgação
Wellington participa de chat no iG nesta quinta-feira (13)
Wellington participa de chat no iG nesta quinta-feira (13)

 

Como parte de seus compromissos profissionais, Wellington tem um bate-papo marcado com os internautas do iG, nesta quinta-feira (13), a partir das 16h30 horas. No chat ao vivo ele vai responder todas as dúvidas dos leitores. Antes do bate-papo virtual, o cantor conversou com o Babado. Confira a entrevista a seguir.  

 

Babado: Como foi seu início na carreira política?
Meu inicio na vida pública se deu por eu ver a necessidade de contribuir pelo meu estado, lutar em prol dos deficientes físicos e pela segurança pública.

 

Babado: O sobrenome “Camargo” ajudou ou prejudicou nesse período?
Com certeza contribuiu, mas o sobrenome não seria tudo se não houvesse seriedade, força de vontade e talento da minha parte, desde criança sempre gostei da política.

 

Babado: O que achou do mandato de Lula?
O governo Lula tem a aprovação da maioria dos brasileiros e a minha aprovação também, porque pude perceber que os brasileiros economicamente carentes foram e estão sendo melhor assistidos pelo governo federal.

 

Babado: Já sabe em quem vai votar nas eleições para presidência?
Claro que sei, mas o voto é secreto não é? (risos)

 

Babado: Sua família toda é evangélica?
Uma boa parte da família sim, incluindo os pais.

 

Babado: Tornou-se evangélico por algum fato que ocorreu em sua vida ou sempre seguiu esta religião?
Talvez por me identificar, sou evangélico desde os 17 anos, mas respeito muito cada religião.

 

Babado: Nunca pensou em seguir o lado sertanejo, como seus irmãos?
Não, deixa o sertanejo para meus irmãos, afinal eles o representam muito bem! Mas gosto muito da música sertaneja.

 

Babado: O que te motivou a escolher a carreira musical?
Acredito que o fato de crescer numa família de cantores me motivou a seguir o mesmo caminho, só que na música gospel.

 

Babado: Depois de mais de uma década de seu sequestro, o que ficou em sua mente?
No que diz respeito ao sequestro nada, não tenho nenhum trauma, mas de tudo se tira uma lição de vida, eu aprendi a valorizar, amar e respeitar mais ainda o ser humano.

 

Babado: Como se sente com a chegada de mais um sobrinho na família?
Feliz em saber que a família esta crescendo e muito mais feliz ainda pela minha irmãzinha caçula... E vem ai mais um neto de Francisco (risos).

 

Babado: Você não pôde participar do noivado de sua irmã. Ficará em São Paulo para o casamento?
No noivado estava trabalhando, cumprindo agenda musical em uma temporada no Nordeste, mas no casamento estaremos, sim, comemorando com a família.

 

Babado: Já conheceu o Denílson? O que acha de seu cunhado?
Sim, eu já o conhecia, tive a oportunidade de estar com ele em alguns programas de TV, ele é muito gente boa!

 

Babado: Assiste novelas?
Sim, quando não estou trabalhando.

 

Babado: O que achou de Manoel Carlos abordar o universo dos cadeirantes em “Viver a Vida”?
Achei uma ótima ideia. Já era a hora de mostrar um pouco da realidade de um cadeirante, de um deficiente físico, mostrar que um portador de necessidades especiais não tem que ser visto como um coitadinho, que nós somos capazes de sonhar e realizar.

 

Babado: Acha que o universo dos cadeirantes foi mostrado corretamente na trama?
Talvez não se tenha mostrado tudo, pois a realidade é bem mais difícil dependendo a deficiencia que o portador tiver. Sem contar que 80% dos portadores são pessoas extremamente carentes, sem condições, às vezes, de nem ter uma cadeira, mas é por aí. Acho que o autor pôde, sim, passar um pouco dessa rotina de um deficiente físico. Foi muito bom.

 

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


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Wellington Camargo

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