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18/11 - 08:58hs

"Solteirinha da vez": Luiza Possi fala sobre carreira e boatos de affair com Maria Gadú

Valmir Moratelli, iG Rio

 

Ela tem apenas 25 anos. Aparenta até menos. O olhar ingênuo e o tom de voz doce fazem Luiza Possi parecer, por que não, uma menina. Mas o frescor de juventude fica aí. Tanto na vida pessoal quanto na profissional, a filha de Zizi Possi com o produtor musical Líber Gadelha já tem um histórico – maduro - de experiências. Já são sete anos de carreira, que lhe renderam um DVD e quatro CDs, contando com o mais recente, "Bons Ventos Sempre Chegam".

 

No começo no ano, chegou ao fim seu segundo casamento, de três anos, com o ator Pedro Neschling. Antes, ela teve um relacionamento de seis anos, com Nelsinho Rubens, filho do apresentador do "TV Fama", que tem o mesmo nome.

 

“Cada vez que olho para o lado, vejo a velhice chegando. É tão triste ficar velho”, diz ela que, na atual fase solteira, se tornou alvo de fofocas. Nessa entrevista ao iG, em seu apartamento no Leblon, na zona sul carioca, Luiza, aos risos, ainda que contidos, comenta os boatos em torno de um possível affair com Maria Gadú, jovem revelação da MPB. “Maria é minha amigona. Esse tipo de coisa me incomoda, como incomoda se fosse sobre qualquer outra pessoa”, afirma.

 

Leo Ramos

Luiza abriu as portas de seu apartamento no Leblon

 

A fase solteira tem seus contras. “É chato ter que ficar dando satisfação. Virei a solteirinha da vez”, diz chorosa. A seguir, o bate-papo com a jovem cantora.

 

iG: Quando você começou a pensar nesse novo CD?
LP: Comecei a compor para esse disco em fevereiro do ano passado, em parceria com Dudu Falcão. Das 13 músicas, seis são de minha autoria. Eu queria um conceito MPB, me aproximando mais da minha juventude. Acho que era hora de voltar a me aproximar dela, antes que ela termine de vez.

 

iG: Aos 25 anos, não é cedo para ter esse tipo de preocupação?
LP: Mas não me sinto assim. Componho desde os 13, na verdade desde os 6 anos... Sempre fui muito precoce. Aos 25 anos, já tenho 7 de carreira. Morro de medo de envelhecer, mas não de morrer. Cada vez que olho para o lado, vejo a velhice chegando. É tão triste ficar velho e passar por coisas difíceis. Não acho justo passar por doenças da velhice... Vejo isso pelos meus avós. A juventude é tão bonita.

 

iG: Com quantos anos você saiu de casa?
LP: Sai aos 21 anos, de vez, da casa da minha mãe. Já queria há um bom tempo, foi importante. Me saio bem sozinha, sou uma boa dona de casa. Gosto de cozinhar para as visitas. Minha especialidade é fazer bacalhau, frango com purê e alecrim, macarrão... Só não pego no pesado, não gosto de faxina.

 

Leo Ramos

 

iG: Foi uma jovem rebelde?
LP: Fui mais uma criança problemática. Fui muito precoce, querendo vir morar no Rio aos 9, 10 anos. Não fui levada, mas saía escondida para as festas. Queria crescer de qualquer jeito, queria liberdade. Era ciumenta, não deixava minha mãe namorar ninguém. Aos 12 anos, comecei a me tornar uma pessoa bacana. Quando fiz 18 anos foi o dia mais feliz da minha vida. Aí conquistei minha liberdade.

 

iG: Você teve uma educação controladora?
LP: Não é isso. Era liberdade no sentindo de sair de perto da mãe, fazer tudo sozinha. Sempre fui de escolher com quem ia falar, o que iria comer, o que vestir, que horas acordar... Ninguém me pressionava. Eu tomava banho cantando. Minha mãe, do outro lado da porta, ficava ouvindo e achando que eu já cantava bem.

 

iG: Foi ela quem te impulsionou para a carreira artística?
LP: Não tanto, foi natural. Quando saí para gravar pela primeira vez, lembro dela na porta me falando “espera um pouco”. Achei que ela queria que eu almoçasse primeiro. Mas não. Ela falou “espera mais uns três anos”. Eu fui assim mesmo, feliz da vida.

 

iG: Com mãe cantora e pai produtor musical, fica mais fácil conseguir espaço para o seu trabalho, não concorda?
LP: Pelo contrário. Tive que mostrar a eles do era capaz. Nunca me deixavam gravar mais que uma ou duas músicas minhas. Daí comecei a falar que minhas letras eram de outras pessoas, até ganhar credibilidade. Com que segurança uma menina de 16 anos iria lá colocar sua música para gravar? É difícil.

 

Leo Ramos

A filha de Zizi em seu cantinho de composição

 

iG: O nome do novo CD é “Bons Ventos Sempre Chegam”. O que você quer que os “bons ventos” tragam à sua vida?
LP: Nossa! Na verdade, quero que os bons ventos me levem para bons lugares, para boas pessoas, para boas melodias. Essa frase é para falar que não adianta ficar contando com o que vem de fora, vou em busca do que quero. Otimismo não vem de graça.

 

iG: Qual é o lado bom e o lado ruim da fama?
LP: O bom é o reconhecimento do meu trabalho, ver que tem eco o que faço. O lado ruim é que não posso ser eu mesma o tempo todo. Tem vigília em tudo que é lugar, preciso dar satisfação de coisas que ainda nem vivi, decidir relações com as pessoas, antes mesmo de vivê-las.

 

iG: Isso deve ter se tornado mais intenso com o fim do seu casamento com Pedro Neschling, não?
LP: Com certeza. Nessa fase solteira, estou vivendo isso direto. Fui casada por seis anos e meio com Nelsinho [Rubens], depois três anos com Pedro. Agora virei a solteirinha da vez. Vem a assessora me cobrar: “E aí, com quem você está? Preciso falar para o povo”... Como assim? [risos]. Não, não precisa falar nada. Não detalho mais minha vida.

 

iG: Esse CD foi feito quando você ainda morava com o Pedro. Tem alguma música dedicada a ele?
LP: Não compus nada pensando no Pedro. Mas ele me deu muita força nesse disco, é verdade. Ele é da minha família, continuamos amigos. Minha relação com ele é assim, vou morrer sendo família com ele.

 

iG: Por que vocês terminaram?
LP: Ah, não... Prefiro não comentar sobre isso, por favor [fazendo bico].

 

iG: Como está esta fase solteira?
LP: Olha, tenho composto muito. Só esse ano, fiz sozinha umas nove músicas. De abril para cá, mesmo com agenda cheia. Nunca tive espaço, liberdade e coragem para ir me colocando. É um novo momento em minha vida.

 

Leo Ramos

Momento intimidade: Luiza com sua cachorra e os filhotinhos

 

iG: Comentou-se na mídia que você estaria tendo um affair com Maria Gadú. Isso é verdade?
LP: Imagina! Esse tipo de coisa me incomoda como incomoda se fosse sobre qualquer outra pessoa. É muito chato você ter que falar quem está pegando ou não. A Maria é minha amigona. E isso realmente não é da conta das pessoas. Isso é muito ruim, é chato. Continua perguntando da minha mãe, é melhor de responder [risos].

 

Leo Ramos

 

iG: Posaria nua?
LP: Não, só por dois milhões de dólares e com contrato vitalício para ganhar uma boa fortuna por mês [risos]. Não sou contra quem posa, mas tenho coisas mais interessantes para mostrar do que o meu corpo. Já me sondaram, mas nem quis pensar.

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Leo Ramos

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A cantora Luiza Possi

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