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06/06 - 19:11hs

Júlio Rocha responde às perguntas dos leitores do Babado e fala sobre saudades de Raul Cortez

 

O ator Júlio Rocha já havia feito participações em novelas, mas foi como o JB de “Duas Caras”, da Globo, que ganhou destaque e mais atenção do público. Com o término das gravações, ele pretende voltar ao teatro e viajar para a Europa, EUA e Japão a trabalho, mas ainda não tem datas definidas para nada. Júlio aproveitou esse intervalo de folga para responder às perguntas dos internautas do Babado e falou sobre sua formação, a fama e as saudades que sente do amigo Raul Cortez, com que contracenou nos palcos em “Rei Lear”.

 

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Carlos Freire (Santos/ SP): Te assisti quando você fez aquela participação em “Paraíso Tropical”. Era para ser só uma participação mesmo, para dar tempo de você entrar em “Duas Caras”? Ou foi coincidência?

 

Júlio: Assim como em “Paraíso Tropical”, eu já havia feito outras participações em novelas. O convite para “Duas Caras” foi uma surpresa.

 

Eliseu Alves da Silva (Betim/MG): Há quanto tempo você está atuando? Já sabe quando voltará para a TV?

 

Júlio: Eliseu, desde 1998. Não sei quando volto para TV, mas acho que não vai demorar muito!

 

Thiago Casagrande (Alegre/ES): Você já foi convidado a posar nu para alguma revista? O que acha da idéia?

 

Júlio: Não fui convidado, e não tenho idéia de qual seria minha reação! 

 

Maria de Fátima Pereira Macedo Soares: Gostaria de saber como se sentiu atuando como o personagem JB e quais são seus planos profissionais.

 

Júlio: Foi um momento muito especial na minha vida, Maria, já sinto saudades. Toda semana, eu ficava aguardando o pacote com seis capítulos chegar para ver o que o JB iria viver na próxima semana, e sempre eram coisas legais, que me motivavam cada vez mais. O resultado só veio porque me dediquei muito e sempre tive esperança de alcançar um pouco mais. Não tenho muitos planos, tenho vários trabalhos já marcados, inclusive em Portugal. Talvez eu faça uma peça em novembro e dezembro... já já poderei te dizer melhor o que eu farei!

 

Alessandra Brunetti: Pretende retomar a peça “Eddie Cosby”? Como está sendo encarar o assédio feminino?

 

Júlio: Pretendo. Aliás, estou vendo isso! Vamos ver se consigo fazê-lo em julho, gostaria que você e todo mundo pudesse me ver no teatro, no bar! Quanto ao assedio, não me traz nenhum tipo de incômodo ou desconforto. Pelo contrário, adoro ouvir comentários, perguntas em relação ao meu trabalho e, quando pinta um elogio, fico feliz da vida, porque trabalho com muita seriedade e dedicação. Quem não gosta de ser reconhecido?

 

Manu Azevedo (Tatuí/SP): Qual a maior vantagem de ser o novo galã da TV?

 

Júlio: Novo galã? (risos) Me considero um ator que está e continua se preparando para fazer qualquer papel. A novela (“Duas Caras”) e o JB me trouxeram muitas vantagens, porque antes eu não tinha como ter meu trabalho reconhecido em qualquer lugar que eu fosse. Além disso, estou fazendo diversos trabalhos pelo Brasil inteiro, vou ainda para Portugal, EUA e talvez Japão para trabalhar.

 

Karina Gomes (São Paulo): Você é casado? Tem namorada? O que uma mulher precisa para te conquistar?

 

Júlio: Estou solteiro. O que uma mulher precisa para me conquistar? Nada. A conquista não depende de olhos, boca, perna ou bumbum... E também não depende só de pré-definidas qualidades. O que me conquista é algo que não sei explicar, é invisível, é uma questão de energia, de afinidades. Depende também dos cinco sentidos.
 

Martha Muniz (Rio de Janeiro): Como você começou a carreira de ator? O que achou do seu papel, que era pequeno e acabou crescendo muito?

 

Júlio: Comecei na escola, quando estava na sétima série. Me dava super bem no palco, as pessoas gostavam e eu mais ainda de estar ali para elas. Aprendi desde muito cedo que não existem papéis pequenos, o que existem são pequenos atores. Eu nunca quis ser considerado isso, por isso sempre estudei muito e não consigo parar de estudar, quase como um médico, que não larga seus livros e pesquisas. Meu trabalho é  muito sério, é o único no planeta que recria uma alma humana e transforma em arte para o público, quase sempre levando alguma mensagem e crítica, a fim de fazer com que as pessoas se entretenham e possam também ter a chance de evoluir.

 

Bianca Machado (Petrópolis): O assédio da imprensa de incomoda? Essa é a pior parte da fama?

 

Júlio: A imprensa é extremamente importante na carreira do ator, ela pode proporcionar o que o Babado está proporcionando aqui, por exemplo, esse contato entre nós. A imprensa traz a oportunidade de interagirmos, de vocês conhecerem um pouco mais o artista.

 

Lydiane Queiroz: Na vida real você também é cafajeste como na novela? Gosto de mulheres comprometidas? Você está solteiro?

 

Júlio: Admiro qualquer mulher: solteira, casada, viúva, separada. Mas não me envolveria jamais com uma mulher comprometida. Adoro essas duas frases: “Amai o próximo como a ti mesmo” e “Respeitai o próximo como a Ti mesmo”. Estou solteiro.

 

Renata Cavalcante (Londrina/PR): Como foi a experiência de trabalhar ao lado de Raul Cortez na peça "Rei Lear"?

 

Júlio: Me emociono só de lembrar desse momento da minha vida, de me lembrar dele. Lamento profundamente que ele não esteja aqui para ver o que aconteceu comigo nos últimos tempos, pois ele foi e é um grande exemplo para mim, me inspiro nele. Sei que ele torcia muito por mim, era meu melhor amigo. Raul Cortez foi o maior ator da história, estrangeiros diziam: “nunca vi um ator como você.” Ele ela impressionante, principalmente no teatro, um ator extremamente inteligente cenicamente, sensível, instintivo. Foi uma grande escola fazer “Rei Lear” com ele!

 

Giovanna Rodrigues (Ourinhos/SP): A que você atribui o sucesso do João Batista, em "Duas Caras"?

 

Júlio: Atribuo aos atores que contracenavam comigo, diretores, produção da novela e principalmente à minha família, que sempre esteve ao meu lado me apoiando, me dando muito amor e força!

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Marcos Porto/Ag. News

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