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2008: o ano do humor na TV

O brasileiro adora rir, cultua programas humorísticos e, sobretudo, adora fazer graça. No Brasil, tudo acaba em piada, até assuntos sérios da vida nacional. Ou principalmente. Se existia alguma dúvida sobre esta veia cômica do brasileiro a Internet está aqui para confirmar. Ferramentas de publicação como blogs, YouTube e Orkut mostram que além de gostar de consumir humor os brasileiros querem produzir humor.

 

São contadores de piadas, imitadores, atores amadores que criam personagens, todos divulgando seus trabalhos em busca de uma chance na grande mídia ou seja, na televisão. Ao que tudo indica as emissoras de tv vão investir cada vez mais no segmento. As tvs querem mais audiência e a audiência, quer uma chance na tv. A simbiose é interessante.

 

 

Em busca da piada perfeita

 

A Rede Record só tem um programa de humor, o Show do Tom. Filho único e querido, cheio de mimos e investimentos, Tom tem dado excelentes resultados em todos os sentidos, inclusive, de faturamento. E como as emissoras, além de carentes de atenção adoram um lucro certo, a Bandeirantes também deve estrear um programa de humor em 2008.

 

Hoje a Band não tem nenhum humorístico no ar embora, extra-oficialmente alguns apresentadores considerem-se engraçados. A idéia é ter um concorrente tipo ‘Pânico na TV’, uma espécie de versão nacional do argentino Caiga quien caiga.

 

 

Globo e Zorra

 

O diretor do Zorra Total, o experiente Maurício Sherman, já avisou que no próximo ano vai investir mais em humor político e de crítica da vida nacional. É uma boa idéia. Bordões sazonais sempre funcionaram no Brasil. Alguns ficam por toda uma vida e passam a ser incorporados ao patrimônio cultural popular.

 

Tem gente que até hoje diz ‘nos trinques’, bordão consagrado por uma novela global.


 

Iradas

 

Verdade ou não, o rumor que corre pela Rádio Corredor é que o fã-clube de Íris Stefanelli é um dos que tem fãs mais exaltados. Comenta-se que há membros destes grupos que chegam a ameaçar pessoas que criticam a moça publicamente. O mesmo pode ser dito de alguns fãs de Márcia Goldschmidt.

 

Blog nenhum pode criticar a apresentadora. Alguns de seus seguidores deixam recados virulentos para quem criticar não a pessoa mas o trabalho da apresentadora. Até os que mal conseguem escrever. Coisas da paixão.

 

 

TV Digital

 

A ala jovem presente à solenidade de abertura da TV Digital não gostou muito da festa. Na definição de um jovem apresentadora de televisão foi a famosa ‘festa estranha com gente esquisita’.

 

 

Pau Digital

 

Como era de se esperar, pelo aspecto embrionário da coisa, a transmissão inaugural da TV Digital teve problemas. Por duas vezes o sinal deu pau e caiu, durante o discurso do presidente Lula. Foi o tempo certo para comentar, nos bastidores, o motivo que teria levado Dilma Roussef a escolher um figurino tão sem cor. Parecia algo entre um pijama e uma roupa de gueixa deprimida.

 

 

Dança das cadeiras

 

O meio televisivo está de olho na troca de Ana Paula Padrão, que estaria assinando com a emissora concorrente de seus dois últimos patrões. Ana Paula merece mesmo um lugar de maior destaque. Não é justo que ela caia no famoso buraco negro do SBT que atrai celebridades para seu interior e depois faz com que elas praticamente desapareçam no ar. Se for mesmo para a Record, como pessoa física ou jurídica, ela certamente terá muito mais espaço e projeção.

 

 

Do SBT para a Record

 

O repórter que faz o quadro ‘De volta para a minha terra’ no Domingo Legal deve ir para a Record, segundo fontes próximas ao programa de Gugu. É o assistencialismo ganhando força na tv.


 

RODAPE TEXTO