Babado






notícia publicada em 27/08/2003 às 15:26

Rosiane Pinheiro reclama de assédio de apresentador



A dançarina Rosiane Pinheiro enviou uma carta aberta à imprensa para desabafar. Ela afirma ter recebido uma proposta indecente de uma apresentador de TV renomado, e diz que não quer se prostituir, apenas trabalhar.

Ela não diz o nome do apresentador, mas acrescenta que se o assédio voltar as e repetir, ela enviará uma nova carta revelando a identidade do famoso.

Confira a carta na íntegra:

"Venho através desta, fazer um desabafo público e um esclarecimento sobre minha pessoa. Venho de origem humilde, sou negra, dançarina de pagode e modelo com muito orgulho e estou me aperfeiçoando para me tornar uma boa atriz ou quem sabe até apresentadora.

Quero estar apta para aceitar qualquer convite que venha a receber no meio artístico, seja para cantar, atuar, apresentar, enfim, quero ser uma artista completa e estou batalhando para isso com dignidade, honestidade e trabalho, muito trabalho.

Algumas pessoas pensam que pelo fato de mostrar meu corpo em revistas masculinas, por passar sensualidade ao dançar e por ter uma imgem de símbolo sexual, acham que estou à venda, que sou mulher de vida fácil, sutilmente falando. 

Poso nua simplesmente por precisão, preciso de dinheiro para me sustentar e ajudar minha família. Durante as viagens que faço com a Gang do Samba pelo Brasil afora alguns contratantes, na maioria políticos de vários escalões, como vereadores, deputados, prefeitos e até governadores procuram a produção do grupo e chegam a ofertar até R$ 50 mil para passar uma noite comigo.

É óbvio que este dinheiro sairia dos cofres públicos, um dinheiro que poderia ser aplicado para saciar a fome de dezenas de famílias carentes, eles usam para benefício pessoal, para tentar comprar as pessoas, comprar prazer. E não são só políticos. Recentemente estive em um respeitado veículo de comunicação para divulgar a minha revista (Sexy Premium deste mês) e o apresentador, que inclusive eu admirava muito e me decepcionei, me pediu um autógrafo na revista e ao pedir citou as seguintes palavras: "coloque aí tudo o que você quiser, perfume, roupas, jóias, até um carro, e coloque o endereço do hotel e o telefone daqui e da Bahia que vou lhe mandar muitas flores para encher o seu quarto".

Fiquei chocada, ele sempre me respeitou, já me entrevistou várias vezes, em várias emissoras e sempre me tratou muito bem. Então, preferi achar que era uma brincadeira de extremo mau gosto e fingi não ter ouvido. Peguei a revista e dei o autógrafo, mas para minha surpresa, ele continuou a repetir a proposta em um tom mais alto, em pleno estúdio. Na certa queria passar para os demais a idéia de que eu estava caindo no papo dele, mais uma de suas conquistas compradas.

Não sabia o que fazer, confesso que minha vontade era de meter a mão na cara dele "ao vivo". Terminei me calando e quando acabou minha participação, me retirei para não me queimar na emissora, pois um artista precisa de mídia.

Talvez ele tenha tido este comportamento ao saber que eu havia realizado uma noite de autógrafos na boate Romanza, diga-se de passagem (sem demagogia), esta foi a primeira vez que me apresentei em uma boate. Fui chamada às pressas para substituir a ex-bbb Joseane de Oliveira, que não pôde comparecer ao mesmo. Resumindo: cheguei lá, fiz igualzinho como quando apareço com o grupo na TV e nos shows (vestida com roupinha de dança), dancei quatro músicas do grupo, recebi meu cachê linda e fui embora. O programa TV Fama e o Superpop (Rede TV!) são testemunhas de que falo a verdade. E digo mais, eu quero é trabalhar, se for convidada para dançar e dar autógrafos mais uma vez irei.

Em todos ambientes encontramos com os mais variados tipos de pessoas e as boates não fogem a essa regra. Eu me garanto. Meu objetivo é ganhar dinheiro trabalhando, e não me prostituindo.

Quero deixar bem claro de uma vez por todas que eu só me envolvo com um homem por amor, paixão, tesão. Não vendo prazer. Quem quiser me contratar para comerciais, presenças vip em eventos, camarotes, desfiles, etc. Entre em contato com minha produção. Outras propostas espero que nem cheguem mais aos meus ouvidos, pois se preciso for escrevo uma segunda carta e nela darei nome aos bois"