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notícia publicada em 27/04/2003 às 12:05

Miss Brasil 2003 representou o Tocantins mas é de Minas Gerais



Alessandra Gerzoschkowitz/Fotomídia
Miss Tocantins, que é mineira, recebe a coroa de Taíza Thomsem
Miss Tocantins, que é mineira, recebe a coroa de Taíza Thomsem

Por Lia Nasser

O Concurso Miss Brasil 2003, realizado na noite deste sábado (26), em São Paulo, teve lá suas gafes, mas divertiu e encantou a platéia com a beleza das brasileiras e elegeu Miss Brasil 2003 Gislaine Rodrigues Ferreira, que representava o Tocantins.

A moça, que aos 19 anos cursa o 5º período de jornalismo e é evangélica, recebeu a faixa e a coroa da catarinense Taíza Thomsen, sucessora de Joseane de Oliveira, destituída do título após a descoberta de que era casada, condição que contraria o regulamento.

A ex-miss Taíza Thomsen, que reinou por apenas dois meses, chorou no discurso de entrega por conta do curto tempo que usou a coroa. Já a vencedora estava radiante. Gislaine representava o Tocantins, mas na verdade nasceu e mora em Belo Horizonte, Minas Gerais.

- Fiquei em segundo lugar no Concurso Miss Minas Gerais, e como o resultado não foi muito justo, fui indicada para representar o Tocantins, que não tinha nenhuma candidata. Tenho família lá e estou muito feliz com a oportunidade, explica ela.

Com 1,73m de altura, olhos verdes, cabelos castanhos claros, 90 cm de busto, 62 cm de cintura e 90 cm de quadril, Gislaine não vê problemas em ter vencido pelo Tocantins, apesar de ser mineira.

- Sou solteira, tenho mais de 18 anos e sou brasileira. Por isso não vejo problemas em ter alcançado a vitória pelo Tocantins.

A Miss Brasil 2003 vai disputar o título de Miss Universo em junho, no Panamá.

- Meu objetivo agora é representar bem o Brasil neste concurso, me sinto preparada e já está na hora do Brasil conquistar o Miss Universo.

A vencedora Gislaine Rodrigues Ferreira cativou o público e os jurados também por sua beleza, mas principalmente quando respondeu bem à pergunta na etapa realizada com as 10 finalistas para revelar as qualidades interiores das canditadas. Gislaine teve sorte de sua questão ter sido bem formulada, sobre como resolver a violência no Brasil.

As perguntas, feitas pelos jurados que foram sorteados na hora, prejudicaram o desempenho das candidatas. O estilista Amir Slama, por exemplo, perguntou para a Miss Rio de Janeiro que tipo de roupa e tecido ela gostava de usar. Silvio Luiz questionou a Miss Pará sobre se gostava de futebol. Já a dermatologista do juri quis saber se a Miss Rio Grande do Norte era vaidosa. Mas a culpa foi da organização, que entrou as questões prontas para que os jurados fizessem.

A ganhadora do título Miss Simpatia, votado pelas próprias candidatas, foi a cearense Jaqueline de Oliveira. Marcos Mion e Astrid Fontenelle foram responsáveis por um dos micos da noite: ao anunciarem as dez finalistas esqueceram a miss Rio Grande do Sul e só consertaram depois de terem sido avisados pela platéia.

Todas as candidatas participaram de três desfiles: trajes típicos, vestido de gala e maiô. Só as dez finalistas (Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins) responderam uma pergunta cada, depois disso foram anunciadas as cinco vencedoras.

Em quinto lugar ficou a candidata de São Paulo, Juliana Emille Volpini. A quarta posição foi conquistada por Maria Cecília de Souza Valarini, do Rio Grande do Norte. A paraense Carlessa Rubicínthia Macedo da Rocha ganhou o terceiro lugar. Lara Brito, de Goiás, foi a segunda eleita.

A terceira colocada ganha o direito de representar o Brasil no Miss Beleza Internacional, que acontece no Japão em outubro. A segunda classificada vai participar do Miss Mundo em novembro na China.

Além dos desfiles, o público assistiu a breves apresentações musicais: Fábio Jr, Wanessa Camargo e Daniela Mercury, que teve seu microfone com defeito na primeira entrada. A backing vocal, também dançarina, foi quem levou os créditos quando salvou a apresentação e começou a cantar.

Fábio Jr e Wanessa Camargo cantaram duas músicas cada um. Fábio Jr., que continua arrancando gritos de lindo com seu charme, pulou do banquinho onde cantava Lupicínio Rodrigues e dançou bastante durante o sucesso Só Você. Apesar de errar a letra da música por algumas vezes, ganhou muitos aplausos da platéia.

Paulo Borges, coordenador do evento, gostou do resultado, mas acha que precisava de mais tempo para sair tudo perfeito.

- Se já conseguimos apresentar a beleza de maneira mais contemporânea sem descaracterizar o evento e resgatando o lado emocional, imagina com mais tempo.