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notícia publicada em 16/04/2003 às 20:00

Ex-sogra de Vladimir Brichta publica site com acusações ao ator



Tony Andrade/Divulgação
Brichta e a filha Agnes no aniversário do ator Pedro Malta, no início de abril
Brichta e a filha Agnes no aniversário do ator Pedro Malta, no início de abril

Por Carol Gregnanin

A procuradora de Justiça do Estado do Sergipe, Maria Eugênia da Silva Ribeiro, ex-sogra de Vladimir Brichta, criou uma página na internet, com a ajuda da jornalista Fernanda D'Oliveira, para contar o seu lado na batalha judicial que trava com o ator pela guarda da neta, Agnes. A garota, de cinco anos, ficou órfã de mãe quando Gena Karla morreu vítima de porfiria, em setembro de 1999. Ela então foi morar com a mãe de Brichta, em Itacaré, na Bahia.

Em janeiro de 2001, com autorização do pai, Agnes mudou-se para a casa da avó materna, em Aracaju, onde morou até outubro do ano passado, quando Brichta conseguiu a guarda provisória da filha. Atualmente os dois moram juntos no Rio de Janeiro.

Brichta alega que a luta começou quando foi buscar Agnes na casa da avó e esta recusou-se a entregá-la, dizendo que tinha pedido na Justiça regulamentação de visitas do pai e requerido a guarda da neta. Maria Eugênia, no entanto, afirma através do site, que iniciou a batalha judicial depois que o ator começou a brigar. Diz ainda que o denunciou "através de um Boletim de Ocorrência, por seus telefonemas ameaçadores".

A reportagem do Babado entrou em contato com a procuradora, que garantiu ter provas "documentais ou testemunhais" de tudo que está escrito no site.

- Tudo que quero é contar a verdade. Não suporto as premissas dele. Eu ter preconceito com atores? Tenho uma família de artistas. Foi totalmente falso nessa afirmação, quis me colocar contra a classe artística, disse ao Babado.

No site, as acusações de Maria Eugênia vão além. Começam desde que Brichta se casou com Gena Karla, depois que ela engravidou, em 1997. A procuradora afirma que as despesas com a residência do casal foram todas pagas pela família da noiva, inclusive o apartamento em que moravam em Salvador e o carro que usavam. Publica na página da web:

"Muitos são os recibos, de março de 1977, quando passaram a viver juntos (...) O último recibo, de R$ 540, é de 20 de outubro de 1999, porque Gena poderia ter deixado alguma dívida (...) Mas parece que não, porque como em todos os outros, Brichta nunca explicou o destino do dinheiro".

Um dos pontos intrigantes do site é sobre o falecimento de Gena. Maria Eugênia sugere que Brichta seria, em parte, culpado pela morte da filha, e ainda teria "subornado" uma enfermeira no hospital para ficar a seu lado.

Tudo começou, segundo informações do site, quando Gena teve meningite e sua memória e sistema motor foram comprometidos pela doença. Segundo a procuradora, a filha era mal alimentada e não recebia a assistência médica de que sempre dispôs.

Diante do estado de saúde de Gena, Maria Eugênia desejou fazer uma bateria de exames na filha. Ainda segundo texto publicado na internet, Brichta não teria permitido que esses exames fossem realizados e ainda teria proibido a mulher de avisar a mãe quando foi internada com dores no abdômen. Durante cirurgia a que se submeteu, Gena precisou tomar analgésicos, "o que causou uma crise de porfiria aguda intermitente (PAI)" e posteriormente a morte. A procuradora acusa o ex-genro:

- A cantora e auxiliar de enfermagem, Nadja Magali Gonçalves, de codinome Lili, foi conivente com a cirurgia desnecessária de Gena, causa imediata de sua morte, já que não se deve aplicar certos tipos de analgesia em quem está com crise de porfiria. Lili foi peça importante no processo da guarda provisória de Agnes, ganha por Vladimir. O que disse foi em troca de um show que ele conseguiu para ela fazer, no Rio de Janeiro.

Maria Eugênia não pára por aí. Afirma no site que em 1998 sua filha começou a descobrir casos extra-conjugais do marido, e por isso estava muito infeliz. Depois que Gena morreu o ator teria levado todos os móveis do apartamento em que moravam para a casa do pai, inclusive roupas e jóias da mulher, sem o consentimento da família dela. Ainda segundo a procuradora, existe também um boletim de ocorrência sobre o sumiço de um celular por parte de Brichta. O aparelho, da irmã de Eugênia, foi levado ao Rio com a babá de Agnes. De acordo com informações publicadas no site, Brichta teria tomado o celular e nunca devolveu, o que teria caracterizado furto.

Desde que Vladimir Brichta adquiriu a guarda da filha, há seis meses, teria trocado o número de seu telefone duas vezes para que a avó não pudesse entrar em contato com a neta.

- Só consegui vê-la na semana passada por uma hora no playground do prédio dele (Brichta). E tudo sob a supervisão de sua atual mulher e da empregada. Na custódia dele ela já foi parar no hospital duas vezes, com os dentinhos quebrados e o queixo machucado. Ele age de maneira pouco responsável, levando uma menina de cinco anos para surfar e andar sozinha de patinete na ciclovia.

Maria Eugênia acredita que a batalha travada pelo ex-genro "é puro capricho dele". Segundo ela, "para ele é sempre muito bom ficar em evidência. Ganhou ibope, ficou popular e conseguiu renovar seu contrato na televisão".

O processo pela guarda de Agnes corria pela Justiça de Aracaju. No início de março, Brichta conseguiu transferir para o Rio de Janeiro. Uma nova audiência está para ser marcada.

A assessoria de imprensa do ator disse inicialmente que não tinha conhecimento do site de Maria Eugênia. Num segundo contato afirmou não ter conseguido falar com Brichta, que passou o dia em gravações da novela Kubanacan. A assessoria registrou, no entanto, que teve acesso ao conteúdo do site e encaminhou tudo à advogada que cuida do caso.

Para acessar o site da procuradora clique aqui.



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