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notícia publicada em 30/03/2002 às 18:23

Atores querem que Acampamento Legal saia do ar



Em comunicado divulgado à imprensa, a produtora HZ8, uma das responsáveis pela novela Acampamento Legal, exibida pela Rede Record, anuncia que atores e autores da trama querem a suspensão da transmissão da história. A ação está na Justiça contra as produtoras Casa de Vídeo, Central de Produção e Rede Record, exigindo o pagamento de salários atrasados desde outubro de 2001 e a suspensão da novela. Leia a íntegra do comunicado: "Com ação tramitando na Justiça, os realizadores da novela ACAMPAMENTO LEGAL tentam agora evitar que a medida tutelar defendida em juízo pelo advogado dos autores e atores, Dr. Álvaro Paez Junqueira, suspenda a exibição do programa. Esta semana, ao tomar conhecimento da ação movida pelos artistas, os produtores Helder Peixoto/Casa de Video e Paulo Idelfonso/Central de Produção, sob orientação do departamento jurídico da Rede Record, procuraram parte do elenco no intuito de enfraquecer a ação movida. Com promessa de pagamento de parte da dívida, referente aos salários em inadimplência desde outubro de 2001, o acordo proposto pelos produtores foi além do desrespeito: pagamento de parte do dinheiro devido, em 180 dias, se puderem continuar a comercializar a novela. Tal negociação visa a desistência da Medida Tutelar que, caso venha a ser deferida na próxima semana pelo juiz que analisa o caso, pode acarretar numa alta multa para a Casa de Video e Central de Produção, além de abatimento do valor comercial a ser repassado pela Rede Record aos produtores em milionários créditos de mídia, sem contar a participação na transmissão pela Record Internacional. O contrato com os artistas prevê apenas a transmissão em TV aberta, em território brasileiro, sem incluir comercialização e exibição em canais por sistema a-la-carte (pagos fora do pacote de canais) e transmissões internacionais. Só nos Estados Unidos, a Record é distribuída pela Dish Netwoork ao custo de U$ 14,99 por mês, sem incluir a exibição em Angola, Moçambique e África do Sul, o que representa milhares de assinantes em âmbito internacional. Outros pontos que classificam quebra de contrato são: Falta de pagamento dos salários, alteração da obra, reprise antes da conclusão dos 180 capítulos previstos, mudança de horário (o horário em contrato especifica 20h15), além de não divulgação nos meios de comunicação de que a novela havia sido paralisada e que estava sendo reprisada indevidamente - com os capítulos sendo divulgados como inéditos (apenas sofriam mutilações e reedições das cenas). Esta atitude dos produtores, acatada pela Rede Record, também desrespeita, não só o público, como os anunciantes que não estão sendo informados da reprise do programa e anunciando como se a novela continuasse normalmente em sua trama. Os produtores ainda foram além: Para que o elenco e autores possam receber a indecorosa proposta financeira, eles exigem a assinatura de uma "rescisão amigável de contrato" que anula os contratos anteriores isentando o consórcio Casa de Video/Central de Produção/Rede Record de todas as responsabilidades, multas e pagamentos conexos. Os autores Edison Braga e Márcio Tavolari e os atores Márcio Ribeiro (protagonista sete anos do programa X-Tudo da TV Cultura), Luiz Carlos Bahia e Ivan de Almeida decidiram permanecer com a ação, ao contrário de parte do elenco, que teme em ficar impedida de assinar novos contratos se não acatar o acordo proposto e assinar a rescisão. Vale ressaltar que os atores mirins, protagonistas da novela, perderam o ano letivo de 2001 em decorrência da desorganização da produção, por várias vezes trabalharam até 1 hora da madrugada, em jornada de mais de 15 horas de trabalho. O fato até então foi escondido da imprensa pelos produtores temendo as consequências do Juizado de Menores, porém testemunhado pelo elenco. Em tempo Natália Garcia (a Leo) e Robson Barbosa (o Lino) estão negociando a contratação com o Disney Club".

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