06/03 - 13:18
BBB8: Crítica – BBB: Briga, Barraco e Bofetada
E o Marcelo surtou novamente, eba! Paredões têm esse poder, eles transformam o compreensivo Dr. Jekyll no colérico Mister Hyde. Tire as crianças da sala, a luta vai começar.
Senhores e senhoras, deste lado do ringue, pesando 93 quilos mal distribuídos, o campeão "Peso Pegando Pesado", o "Demolidor de Uberaba": Maaaaaaaaaaaaaarcelo AAAraaaaaaaaaaaantes!
Do outro lado do ringue, pesando 49 quilos deliciosamente distribuídos, a campeã "Fazendo Média Ligeira", a "Timoneira de Teresina": Gyyyyyyyyyyyyyselle Sooaaaaaaaaaaaaares.
Vestindo sua camiseta "Laranja Mecânica", Marcelo incorporou Alex, o demente personagem do filme, e partiu para ultraviolência. Esculhambou a ex-aliada minutos antes do paredão.
No início do combate, Gy tentou se esquivar dos golpes verbais do ex-Ursinho Carinhoso. Possuído, Marcelo continuou batendo: "O que as pessoas vão pensar quando souberem como você ganhava a vida lá fora?"
Epa, golpe baixo, seu juiz! Chamou o pai de coxinha, a mãe de empadinha. A Cajuína quase foi a nocaute! Desabou em lágrimas no meio do ringue. Foi salva pelo gongo do Bial: plim, plim!
Mas na arena BBB nada é o que parece. Essas briguinhas me lembram a Luta Livre da TV, onde os caras gritam, fazem cara feia e fingem se espancar enquanto a platéia finge acreditar. Os golpes são coreografados, o sangue é de mentirinha e os lutadores usam fantasias ridículas.
As fantasias ridículas os BBB já têm. Marcelo, vestido de "Super-Psiquiatra", era o próprio lutador de TeleCatch. Só falta a produção do BBB providenciar uma piscina cheia de gel e deixar o pau comer.
Veja também: Perdeu a Briga? Aqui você assiste ao quebra-pau de Marcelo e Gyselle; opine!
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Tony de Marco é artista plástico e viciado em reality shows. Leia outras críticas do autor
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