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02/04 - 16:32 BBB10 - Crítica: Inovações mostram para onde realities devem seguir Crítica: Inovações mostram para onde realities devem seguir Márcia Gimenez, iG São Paulo

Quando foi lançada, a décima edição do Big Brother Brasil prometia ser a melhor já realizada. Se o sucesso na audiência não foi o esperado, o fracasso também passou longe. Ou alguém acha que 41 pontos no Ibope é um número a ser lamentado? Após oito anos, o programa segue mostrando que, pelo menos no Brasil, ainda tem gás para muito tempo.

A audiência não foi das melhores, mas o BBB10 apresentou uma série de inovações que indicam qual o caminho que os programas do tipo devem seguir. O maior trunfo do reality foi, sem dúvida, a forma como o público foi convidado a interagir e muitas vezes intervir na dinâmica do jogo.

Antes da estreia, o diretor Boninho disse, em entrevista ao iG, que a internet é uma máquina potencializadora do formato do programa. De maneira inteligente, ele trabalhou e alimentou como nunca essa máquina. Em seu Twitter, anunciava novidades e comentava provas e festas. Admitia erros e comunicava mudanças. A interatividade nunca foi tão grande, e produziu uma resposta admirável. O programa final recebeu quase 155 milhões de votos, um recorde mundial em realities, segundo a Globo.

O elenco bem escolhido de participantes também produziu boas tramas – prato cheio para a edição do reality se esbaldar -- e suscitou diversas discussões, dentro e fora da casa. Certamente foi positivo se falar, em rede nacional, da importância da tolerância e aceitação da diversidade.

A se lamentar, sempre, aquela pequena parcela do público que ultrapassa os limites do bom senso e esquece que, no fim das contas, o BBB é apenas um show de televisão. Ameaças a brothers e familiares, patrulhamento de jornalistas e profissionais da área, tudo isso formou a parte feia da décima edição. Que não deve ser esquecida, para que jamais seja repetida.

Também merece uma reflexão a forma com que o merchandising foi utilizado nesta edição. Se em grande parte das vezes a superexposição dos produtos dentro da casa é altamente vantajosa para os anunciantes, algumas ações foram particularmente desastradas, principalmente quando associadas às disputas. Obrigar os brothers a tomar copos e mais copos de refrigerante e vê-los passando mal e reclamando não é um marketing positivo. A prova da câmara de testes, em que os participantes suportaram chuva, vento e calor ao lado de um carro também foi péssima. E não se pode esquecer a prova patrocinada por uma marca de produtos de limpeza em que os brothers passaram horas tomando banho de detergente. Vale tudo para mostrar o seu produto? Acho que não.

Ao final, foi premiado o maior jogador em um grupo que primava por ter grandes jogadores. No entanto, sem aquela conversa de que Marcelo Dourado levou vantagem por ter participado antes do programa. A vantagem de Dourado foi a experiência que ele adquiriu com os diversos tombos que tomou na vida, que acabou por lhe mostrar que há uma hora certa para tudo. E o público concordou que chegou a hora dele.

 

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